Segunda, 23 de
julho de 2007 Laptop de
US$ 176 começa a ser produzido em larga escala
Darren Waters
Nicholas Negroponte, do MIT, mostrou o
laptop de US$ 100 em Brasília, ano passado
A organização sem fins lucrativos Um Laptop por
Criança (OLPC, na sigla em inglês) autorizou nesta
segunda-feira o início da fabricação em larga escala de
notebooks especiais com baixo custo e que serão dados a
estudantes de países em desenvolvimento.
Os computadores, chamados XO, serão vendidos aos
governos desses países, que deverão cedê-los a alunos
para ser usados em iniciativas educacionais. As máquinas
devem começar a ser distribuídas em massa às crianças em
outubro deste ano.
"Ainda temos que criar alguns programas, mas este é
um grande passo para nós", disse à BBC Walter Bender,
diretor de desenvolvimento de softwares da OLPC.
A organização ¿ que havia dito anteriormente que o
projeto só seria viável se pelo menos três milhões de
notebooks fossem encomendados ¿, não revelou quais
países compraram os primeiros computadores.
A demanda mundial de XOs nos primeiros 12 meses de
operação do projeto é estimada em 25 mil a 50 mil
computadores, segundo informações do site da OLPC.
Críticas
Atualmente, os XOs têm um custo de US$ 176 (cerca de R$
334), embora o objetivo final da organização seja vender
os computadores aos governos por US$ 100 (R$ 190).
Lançado em 2002 pelo fundador do Laboratório de
Mídias do Massachusetts Institute of Technology (MIT),
Nicholas Negroponte, o OLPC recebeu muitas críticas
desde então.
O fundador da Microsoft, Bill Gates, apontou
problemas no design do computador, em especial a falta
de um disco rígido e a tela "minúscula". Outros críticos
questionaram a utilidade de laptops em países com
necessidades mais urgentes ¿ como melhor saneamento
básico, distribuição de água e assistência de saúde.
A resposta de Negroponte às críticas é que "trata-se
de um projeto educacional, não de laptops". Essa visão
foi compartilhada pelo ex-secretário-geral da ONU Kofi
Annan, que disse em 2005 que o XO é uma "expressão de
solidariedade global" que iria "abrir novas frentes" na
educação infantil.
Brasil
O Brasil é um dos países que participam da iniciativa.
Em dezembro, universidades e outras organizações do país
receberam do Ministério da Educação 60 unidades do
laptop para testes, e desde então foram iniciados
trabalhos para a introdução do XO em escolas de São
Paulo e Porto Alegre.
No País, o projeto foi batizado de "Um Computador por
Aluno". Os computadores serão produzidos em Taiwan, mas
em novembro do ano passado Negroponte anunciou que os
servidores que serão usados mundialmente no projeto
ficarão no Brasil.
Argentina, China, Egito, Índia, Nigéria e Tailândia
também se dizem comprometidos com o projeto.
Segunda, 23 de
julho de 2007
Australiano cria 'mesa digital' movida a Linux
Reprodução
Um PC com MPX pode ser conectado à mesa
eletrônica DiamondTouch, um dispositivo
multiusuário resistente a riscos e choques.
Um desenvolvedor australiano recriou, com software
livre, um dispositivo parecido com a mesa digital
Surface, da Microsoft, mostrada há algumas semanas.
Embora ainda esteja em estágio inicial de
desenvolvimento, a tecnologia promete ser tão
impressionante quanto o produto da gigante de Redmond.
Segundo o site Gizmodo, o MPX, ou Multi-Pointer X, é
uma modificação do sistema gráfico do Linux, o chamado X
Windows Server, que permite a operação simultânea de
muitos teclados e "mouses" em um PC comum. Diversos
usuários podem operar o PC ao mesmo tempo, tanto em
aplicativos distintos como no mesmo aplicativo. Por
estar no início do desenvolvimento, ainda há um grande
número de falhas a consertar e recursos a adicionar, mas
o resultado, hoje, já é impressionante.
Em vez de diversos teclados e "mouses", é possível
conectar o PC com MPX a uma mesa eletrônica DiamondTouch,
fabricada pela Mitsubishi. Com ela, é possível simular o
funcionamento da Surface, mesa digital da Microsoft que
ganhou grande espaço na mídia. Segundo a Mitsubishi, a
DiamondTouch é um dispositivo "multiusuário, resistente
a riscos e choques e sua superfície é ativada por toque
e gestos".
O projeto MPX, adicionado à mesa DiamondTouch, vem no
rastro da já citada Surface, da Microsoft, que tenta
imitar. Contudo, apesar de muitos pensarem que a
Microsoft foi a pioneira na seara das mesas digitais, as
pesquisas na área já remontam a vários anos. Uma das
tecnologias mais impressionantes é o FTIR, desenvolvido
pelo pesquisador Jeff Han e mostrado ao publico um ano
antes da Microsoft revelar sua Surface.
A FTIR, mais do que sensível ao toque, é sensível à
pressão. Portanto, variando a pressão dos dedos é
possível fazer coisas como girar um objeto nas três
dimensões ou, em um desenho, aplicar "pinceladas" de
diferentes intensidades. Segundo Peter Hutterer,
desenvolvedor do MPX, o objetivo final é fazer tudo o
que a Surface e o FTIR fazem, usando software livre.
Todas as três tecnologias têm vantagens sobre as
outras e recursos exclusivos, inexistentes nas
concorrentes. Alguns vídeos no YouTube mostram as três
tecnologias (MPX, Surface e FTIR) e podem ser acessados
pelos atalhos dtmurl.com/b2z, dtmurl.com/b30 e dtmurl.com/b31.